
Olá, amigos!
Estou na reta final da gestação e muito feliz pelas bençãos recebidas. Foi e está sendo um período de muitas alegrias, muitas novidades, descobertas e emoções! Não somente o nosso corpo muda, mas a cabeça também!
Penso nas mães que engravidam quando adolescentes...ano passado dei aula em uma escola aqui na minha cidade e havia três meninas grávidas, na faixa dos quatorze anos! Meu Deus! Como essas meninas precisam do apoio da família!
Eu tenho 29 anos e somente agora me senti bem para ser mãe, afinal educar uma criança é missão para a vida!
Na escola em que lecionei, fiquei surpresa em ver que os alunos de tempo integral (que ficam o dia todo na escola) são, em sua maioria, filhos de mães adolescentes. Não estou dizendo que quem estuda em tempo integral sempre será filho de mãe adolescente. Estou apenas citando a realidade da escola em que estagiei.
Hoje estas crianças estão com 12 anos e tais mães precisam trabalhar fora para trazer-lhes o sustento, muitas vezes sem apoio do pai. Não sei como é o relacionamento desses menores com suas genitoras, mas em sala de aula uma coisa percebi: o quanto essas crianças são carentes de afeto!
A maioria xingava e gritava o tempo todo. Simplesmente não conseguem conversar sem gritar. E não adiantava chamar a atenção, não! Mudei a tática e passei a dar-lhes muito carinho, em palavras e gestos. A maioria passou a me ver como amiga, talvez como mãe postiça. Lógico que havia outras crianças extremamente hostis, com históricos familiares muito tristes, que não sabiam receber ou interpretar meu carinho, hostilizando-me também. O que serão destes, meu Deus?
Esta parcela de tempo que ali fiquei me faz refletir até hoje na importância do que é ser mãe. Fazemos filhos por obra do acaso? Damos à luz e depois os colocamos em uma escola para que, com sorte, um bom professor ensine aquilo que não somos capazes? E a nossa responsabilidade de pais de fazê-los gente melhor do que nós somos? De fazer de nossos filhos gente de bem?
Percebi que não dava pra ensinar só conteúdo da matéria na escola. Precisava falar da vida com os alunos. Falava de valores, de fé, de querer bem ao outro. Ouvia muita coisa boa, deixava os alunos construírem seus próprios pensamentos e reflexões a respeito de uma série de temas. Sabia que isto seria importante para permitir-lhes ser, pensar e argumentar.
Entretanto, outros não conseguiam manter o mínimo do comportamento social. Prefiro aqui nem dizer o que vi e ouvi muitos alunos fazerem e dizerem. É lamentável. Seria falta de presença de mãe? De pai? De educação familiar?
Não sei. Só sei que foi assim. Que Deus nos dê graça e sabedoria para educarmos nossos filhos. Amá-los, sobretudo.
Graça e paz!!!!!
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