terça-feira, 1 de março de 2011

Canários da terra ensinam o cuidado de Deus


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Uma amiga minha me contou uma maravilhosa experiência, da qual nunca me esqueci, e quero muito compartilhar com vocês. Ela passava por problemas financeiros e matrimoniais, além de uma crise existencial por demais dolorosa. Sua dor já estava chegando a patamares insuportáveis. Em meio àquela situação extremada, de desespero e desejo de obter uma audiência com o divino, esta irmã arrancou toda a roupa, se jogou no chão e chorou o quanto pôde na presença de Deus.

Um passarinho pousou em sua janela e por ali ficou. Enquanto ela observava a ave saltitando para lá e para cá, gotas de graça transformavam seu momento de angústia em um momento de profunda reflexão.

A certeza de que Deus alimentava as aves do céu a inundava. Logo uma passagem bíblica a tomou de assalto e fez tanto sentido como nunca antes fizera:

“Se Deus cuida e alimenta as aves do céu, que não plantam, não colhem e nem ajuntam em celeiros, mais ainda cuidará de mim, pessoa de pequena fé”.

Ali, naquele período tão simples e reconfortante, esta amiga foi grandemente visitada pela graça de Deus. Seu choro já trazia o alívio de quem tinha sido acolhida. Acolhida pelo grande EU SOU.

Me alegro com milagres assim. Já das cenas miraculosas ostentadas aos montes na televisão, por vice deuses e auto apóstolos, tenho medo. Não quero me impressionar com sinais. Quero somente que a graça DEle me nutra com vida. Quero me impressionar com gente sendo transformada não por sinais, mas pela graça que irrompe em muita vida.

Lógico que creio em cura divina. Mas não desejo que ela baseie minha fé. Desejo que a graça me impressione, me baseie e me sustente. E que o resto seja misericórdia de Deus sobre nós.

Este favor não merecido na vida traz uma pacificação absurdamente celestial. Aos moldes do que aconteceu com minha amiga, a mera visita da graça travestida de passarinho transformou a perplexidade em conforto, além da certeza de que cuidados DEle estavam sobre ela. Um coração que estava triste e empedrado de dor foi ressuscitado. E todo o resto também. Esta experiência somada às outras, todas concedidas por Deus, fizeram de minha amiga uma pessoa que está em paz com o Soberano.

Pra muita gente será autossugestão o que esta irmã viveu. Pouco me importa. Importa-me a reflexão a qual foi submetida, cuja dor e histeria conseguiram transmutar-se em pacificação e alegria. Eu não poderia fazer isto por ela – nem eu, nem ninguém.

Meu coração deseja ouvir e viver momentos de conforto com Deus, mesmo em meio às mais terríveis dores. É a realidade do viver. Rogo o auxílio do Todo-Poderoso neste mundo doente, bem como na minha doença.

Hoje, para mim, o grande milagre não é ver paralítico andar (caso ande, que a glória seja DEle). Milagre, para mim, seria ver o casal de vizinhos meus, membros da mesma instituição religiosa que frequento, perdoarem-se e redescobrirem o amor, mesmo após muitos anos de casados. Isto curaria até os filhos, que andam de mal com o amor.

Milagre seria ver gente crente ser sal e luz fora do saleiro e do candeeiro. Estou tão cansada de servir às paredes! Quão maravilhoso seria o milagre, se a graça verdadeiramente operasse em nossos corações eivados de lei!

Nós nos tornamos católicos demais, metodistas demais, assembleianos demais, batistas demais, protestantes demais para falar da graça de Deus com os outros. Estamos muito religiosos. O difícil é ser macho demais, não para falar de graça com os outros, mas ter perfume de graça em nós para com os outros. Sentimos a graça de Jesus NA vida e NA vida a compartilhamos.

Não quero uma nova reforma na i-greja. A Igreja de Cristo é simplesmente irreformável, pois ela JÁ É. Quero uma reforma em mim. Neste coraçãozinho por vezes arrogante, sínico e irônico. Graça sobre mim!

Espero, assim e em Cristo, que Aquele que veste lírios e alimenta as aves, nos nutra. Nos nutra daquilo que realmente gera vida e preserva nossos ossos do mal. Que nos faz tirar os cabelinhos do torresmo, resultando na verdadeira crocância. O resto é gordura de porco.


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