Outro dia, lendo o “No cenáculo”, conheci a história de uma irmã americana que não se conformava com a perda de sua mãe. Esta irmã se sentia culpada por achar que deveria ter feito muito mais para que a mãe não morresse. Sua culpa era tão grande que ela nem mais falava com Deus, por vergonha.Achava que Deus a estava julgando, chamando-a de má filha e hipócrita. Certo dia, assistindo a um desenho infantil com seus filhos, achou interessante e educativo o enredo e propôs-se a vê-lo até o final. O desenho retratava a saga dos dinossauros na terra; os dinossauros eram serem animados, com pensamentos, desejos, emoções e sonhos. No meio do desenho, um meteoro de proporções gigantescas atingiu o local onde os dinossaurinhos dormiam, matando um deles.
Segundo a trama, o jurássico líder ficou absolutamente contristado, achando que a culpa da morte do amigo era dele, por não procurar um local mais seguro para dormirem – sentiu-se incapaz e culpado. À medida que a dor dele aumentava, mais se fazia recluso; mais se culpava, mais se dilacerava por dentro. A irmã que escreveu para o “No cenáculo” revivia, por meio de um simples desenho, toda a dor e angústia que insistiam em também culpá-la.
Foi então que um colega do bando de dinossaurinhos abraçou o líder e, com palavras curadoras, lhe disse:
“Você fez o que você podia. E ele - o dinossauro falecido – sabia disto. Você fez o que você podia! Eu te amo.”
Tais palavras soaram à irmã como boca de Deus. E não era o contrário. Ali, naquele momento tão simples e para muitos ridículo, ela foi curada da dor da culpa que há muito não saía de sua vida e seu comportamento. Era como se o Pai dissesse à ela:
-Você fez o que tinha de ser feito! E eu te amo!
A graça de Deus sara a alma da forma que ela precisa ser sarada. Na medida e na certeza!

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